Estudos de personagens Biblicos
Tema:Amós Um profeta do Senhor
Introdução:
Sou Amante da Teologia Biblíca,Tudo que estiver relacionado a Deus e sua palavra procuro estudar pra entender, embora reconheço as minhas limitações humanas.
Estamos vivendo uma época onde os ensinos teológicos avançam, agora com o método de ensino a distância ainda se torna mais fácil para muitos que não tiveram a oportunidade
de estudar presencial se formarem e obter diplomas e certificados de teológos,uns se tornam mais humides do que antes porque apenderam sobre a humildade,já outros se empolgam com a formação,
e acabam ficando egoístas.o propósito desse estudo Biblíco é mostra a você que nunca teve oportunidade de estudar teológia que o Espiríto Santo Capacitou e capacita homens que não tiveram
oportunidades de estudar de passar anos em uma faculdade de teológia embora seja necessário estudar pra aprimorar seus conhecimentos,mais estou falando com pessoas que evelheceram sem esta
oportunidade,O exemplo dessas pessoas é o profeta Amós o qual foi escolhido por Deus,quando colhia sicômoros e cuidada de bois é do que se trata esse estudo.
DEUS CHAMOU O PROFETA AMÓS
1.Colhendo sicômoros
2.Cuidando de bois
3.Estando no Deserto
SUA VIDA RELIGIOSA ANTES DO CHAMADO DIVINO
1.Não era Profeta
2.Não era Profeta e nem Díscipulo seguidor de algum Profeta
3.Más ele Conhecia a Voz De Deus, só atende um chamado como esse quem conhece a Deus
SEU CHAMADO
1.foi chamado para profetiza ao povo de Israel Am.3.8; 7.14-15.
2.foi obidiente ao chamado Amós 3.8.Bramiu o Leão quem não temerá?Falou o Senhor quem não profetizará?
PROVAS QUE O PROFETA AMÓS CONHECIA A DEUS
1.Atende de imediato o chamado Divino
2.Seu Deus tem Dominio IlimitadoAm.9.2-6
3.Seu Poder é Ifinito,Am.8.9,10.
4.Ele Governa A Natureza Am.4.7-13;5.8.
5.Ele determina o destino das nações.Am.6.1,2;9.7
O PROFETA AMÓS PROFETIZA NA IDOLÁTRIA
A profecia biblícamente possue três beneficios
CONSOLAR,EXORTAR E EDIFICAR. Não é dificíl consolar alguém e nem tão pouco levar a edificação para outros,mais é muito dificíl quando temos
que chamar atenção de alguém corrigir alguém,isso é o mais dificíl já que requer renuncia de quem está no pecado contra Deus é ai que o Mensageiro precisa ter muita convicção de sua chamada, já que ele será rejeitado
por aqueles que não quer mudança.
A MISSÃO DESTE PROFETA.
Este Ardente Pregador apareceu em Betel,o santuário do rei Jeroboão Am.7.13.onde ainda havia um dos bezerros de ouro Am.8.14;1ºRs.12.28,29.e falou tão fiel e ousadamente que o sacerdote mandou dizer ao rei que Amós Cospirava contra
ele,Am.7.10-13.as convicções de Amós eram tão diferentes das dos seus contemporâneos como as de Lutero eram dos monges de seu tempo.Ver Am.7.10-13.Amós quando menino conhecia talvez Jonas e Eliseu,já Velhos
Como eu disse ele não foi Profeta e discipulo de algum profeta mas pode assistido esses homens de Deus o que já foi um passo para a sua carreira.Era conteporâneo ao Profeta Oseias,Os.1.1. e Am.1.1.
Antes de começar a sua carreira,Isaias e Miqueias havia iniciado oe seus ministerios.Amós exerceu seu ministério no reinado de Uzias rei de Judá,e Jereboão II rei de Israel Amós 1.1.A data:Amós escreveu cerca de ano 752 A.C.Vieram
ao profeta,em visão,as palavras desta profecia dois anos antes do terremoto,Amós 1.1.O historiador Josefo nos informa que este terremoto ocorreu no tempo de Uzias ficar leproso.E isto foi um pouco antes do fim do reinado de Jeroboão.
Este terremoto foi tão grande que se meciona 200 anos depois,Zc.14.5.As dez tribos do reinado de Jeroboão II,ahava-se no apogeu de sua prosperidade.Mas vivia em flagrante idolátria e a maior corrupção.Amós chamado por Deus,cumpriu
fielmente sua missão indo a Betel,a capital das dez tribos,e clamando contra a apostasia do povo.Foi pregador eloquênte,pregando em toda parte.
Amós escreveu suas mensagens para sem dulvida coloca-las nas mãos de muitas pessoas.E Deus guardou estas mensagens para nós até hoje.o livro divide-se em qutro partes:I julgamento das cidades em favor da palestina Amós 1.1 a 2.3.
II Julgamrnto de Judá e de Isarel,2.4-16.II advertência a toda familía de Jacó,3.1. a 9.vs.10.IV.a glória que havia de vir no reino de Davi,9.11-15.nada podia ser mais imploravél do que a sentença de Deus profetizada por Amós naquele tempo
grandes bênçãos.Contudo dentro de 50 anos,o reino foi completamente destruido.A visão de Amós abrangia,não somente as dez tribos,nas toda familía de Jacó,Am.3.1.
CONCLUSÃO:
se esse profeta existisse nos nossos dias com certeza ele seria mais um dos estão no anonimato,ninguém acreditaria na mensagem e tão grande capacidade saindo lá do meio dos bois e da colheta de sicômoro ainda mais se sobessem que tal profeta
nem ao menos foi filho de profeta e que não passou por uma faculdade no entanto Deus faz isso,pra que o seu nome venha ser glorificado ao mesmo tempo essa história servirá de exemplo para os que confiam mais na letra mais no conhecimento do que na unção
do Senhor Amós seria hoje professor dos professores sem nenhum exagero pela visão,pela coragem e pela sua vocação sigam os passos do Senhor e aprendar com esse simplis homém do campo.
o maior recurso desse trabalho foi extraído da pequena Enciclopédia Biblíca ORLANDO BOYER,obra o qual aconselho aos leitores adquirir crescer mais e mais no conhecimento.O ator desse trabalho é o
Pastor Dinael Matos Siva.
O <u>DÍZIMO</u> É DO SENHOR
Dízimo
Porque devolver?
A palavra hebraica ( Ma´aser) significa literalmente a décima parte ou seja é colocar Deus em 1º lugar em sua vida.
No âmago do dizimo, Deus é dono de tudo, os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devemos o fôlego de vida, entendemos que não possuímos nada.
Ex. Jô 1:21 Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá
Devolver o dizimo é observado pelo povo de Deus desde os tempos primitivos.
1º
2º
Devolver o dizimo é uma questão de fidelidade e obediência ao Senhor, por isto não devemos retirar do que sobra e sim das primícias das nossas rendas ( Pv3:9).
Nós plantamos, colhemos, trabalhamos, recebemos, vivemos e respiramos, no mundo que pertence ao senhor.
Obs. Algumas pessoas declaram que o dizimo fora estabelecido na lei (Torah) hoje estou vivendo na graça estou livre da Lei.
É um grande engano, pois a lei estabelece o dizimo e o coloca como uma ordenança, O dizimo existe muito antes da lei ( Torah).
O principio do dizimo começou no (Éden – fidelidade)
700 anos antes da lei, Abraão devolveu o dizimo de todos os seus bens a Melquizedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (tipologia do Sr. Jesus Cristo)
Os Levitas eram os sacerdotes ou ministro da época por isto recebiam e administravam o dizimo (Nm18:21)
Quando não devolvemos o dizimo trazemos maldição para nós; Não existe oração do Pastor, do Teólogo, do Exegeta, do Circulo de oração, da Campanha de 7,14,21,30 dias para repreender o devorador, só com a devolução do dizimo será repreendido.
Não estou afirmando que toda dificuldade financeira é proveniente da retenção do dizimo, ou que o dizimo é uma formula mágica para reverter a sua crise financeira, mais existem princípios se seguirmos seremos abençoados.
MALDIÇÃO
Existe uma advertência para os que retém o dizimo (Ml3:8,9) Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados porque me roubais.
PROMESSAS
A promessas das benção para os que devolvem o dizimo .Trazei todos os dízimos a casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa e depois fazei prova diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abri as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal sem medida (Ml3:10)
1.
2.
3.
CONCLUSÃO
“ Honra ao Senhor com teus bens, e com as primícias de toda a sua renda; E se encherão fartamente os teus seleiros e transbordarão abundantemente (Pv3:9,10)
Fui moço e agora sou velho, mais nunca vi desamparado o justo nem a sua descendência a mendigar o pão (Sl37:25)
A origem do apelido Cristão
O QUE SIGNIFICA A PALAVRA CRISTÃO
O significado para a palavra cristão hoje é bem diferente do significado usado nas escrituras. Hoje, qualquer um que segue uma religião denominada "cristã", acha se no direito de dizer que é um cristão. Alguns são tão depravados em sua forma de viver que de maneira nenhuma fazem jus a essa palavra. Outros são tão errados biblicamente e mesmo assim insistem em achar-se cristãos. E aí está o problema: O próprio indivíduo achar-se um cristão quando não o é.
A palavra cristão como é usada na bíblia é um apelido. E este apelido referia-se aos crentes que andavam de uma forma digna. A conduta (dentro da família e da sociedade), a transformação interior e exterior, sucediam a profissão de fé destes crentes. Tamanha era a transformação que se tornavam impossíveis de não serem notados. Então a própria sociedade, testemunhando esta transformação, chamava-os de "cristãos". Assim, ser apelidado de cristão seria uma grande honra a qualquer crente.
É errado, mesmo numa igreja considerada correta, chamar pessoas não regeneradas de cristãos. Não vemos na Bíblia um só exemplo dos apóstolos considerarem verdadeiros crentes aqueles que ainda viviam no pecado. Paulo nos dá um grande exemplo disso em I Co 6,9-11; quando fala que: "Os injustos não herdarão o reino de Deus", e numa lista muito ampla dá exemplo do que é ser um injusto: "Não vos enganeis, nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino dos céus, e tais fostes alguns de vós". Alguns Coríntios foram achados nos pecados mencionados acima. Foram! Mas o sangue de Jesus lavou-os, santificou-os e os justificou. O pecado era coisa do passado na vida destes crentes. Achar que se é um cristão por pertencer a uma igreja denominada de cristã é um grande erro. A maior igreja cristã do mundo tem um bilhão e duzentos milhões de fiéis. Todos idólatras, ou então não estariam lá. Herdarão os mesmos o< reino dos céus? Se não herdarão os reino dos céus porque é certo chamá-los de cristãos?
O verdadeiro significado da palavra "cristão" não está tanto neste lindo apelido. Está na pessoa que aceita Jesus como seu salvador e vive dignamente como um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus Cristo.
A palavra cristão também não é um nome próprio dado por Jesus aos seus discípulos. Ele jamais chamou um de seus apóstolos ou qualquer outra pessoa de "cristão". Ele simplesmente chamava-os de "discípulos" ou "seguidores". Esta palavra, no sentido que é usada na Bíblia, é nada mais e nada menos que um apelido dado aos discípulos ou membros da igreja de Jesus Cristo.
ONDE SURGIU PELA PRIMEIRA VEZ ?
O apelido "cristão" surgiu pela primeira vez na cidade de Antioquia em referencia aos discípulos de Cristo naquela cidade (At 11,26). Foram assim chamados pelos moradores daquela grande metrópole devido ao bom exemplo que davam e por sempre testemunhar a respeito de Jesus. Desde então o apelido pegou e suplantou os outros apelidos que eles tinham, como por exemplo o de "nazarenos", apelido pelo qual eram conhecidos os discípulos pelos judeus (At 24,5).O apelido cristão generalizou-se de tal forma que em pouco tempo todos os membros das igrejas de Cristo foram assim chamados. Não houve outro que representasse tão bem os discípulos de Cristo até meados do terceiro século, período no qual houve a necessidade de acrescentar um sobrenome a este apelido.
Até o século terceiro não havia nenhuma instituição denominacional como temos hoje. Não havia a Igreja Católica, ou a Igreja Batista, ou a Igreja Anglicana. Havia apenas a Igreja de Jesus Cristo, e como vimos, seus membros foram apelidados de cristãos. Jesus, ao instituir sua igreja, nunca chamou-a por um nome como Católica ou Batista. Chamava-a de "minha igreja" (Mat. 16,18), ou quando muito, colocava o nome da cidade onde ela se encontrava, "Igreja de Esmirna" (Apoc. 2,8).
O CRESCIMENTO DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS
O crescimento dos cristãos foi espantoso. O núcleo formado por Cristo em Jerusalém se espalhou para a Judéia, Galiléia e Samaria. Não tardou muito e o evangelho atravessou as fronteiras da Palestina atingindo a Síria, Chipre e toda a Ásia Menor. Mais algum tempo e toda a costa norte e sul do mediterrâneo possuía grandes centros de cristãos. Nos lugares mais longínquos não seria tão difícil encontrar um cristão professando a fé bíblica.
O crescimento inicial foi conseqüência do espírito missionário que havia no coração dos apóstolos. Esse espírito foi transmitido a primeira geração de convertidos, os quais, até o segundo século, conseguiram espalhar o evangelho em quase todo o mundo conhecido. O fator de não ter um local específico para a reunião de cultos (ainda que havia um lugar especial onde eles se reuniam aos domingos, e a julgar pelo que diz Paulo era sempre no mesmo local - I Co 11,18 e 20 ), facilitava o esparramar do evangelho. O costume de prédios par as igrejas favorece no conforto e na questão denominacional, mas desfavorece no sentido de trazer novas pessoas a Jesus. A julgar pelas escrituras será preciso as igrejas verdadeiras repensarem o fator prédio.
AS PERSEGUIÇÕES SOFRIDAS PELOS CRISTÃOS ATÉ 313 D.C.
O crescimento veio acompanhado do ciúmes do judaísmo e das religiões pagãs, sendo as últimas protegidas pelo império. De princípio o judaísmo perseguiu e fez vítimas como Estevão e o apóstolo Tiago. Décadas depois o paganismo entrou em ação, e com o apoio dos imperadores, suas vítimas chegaram aos milhões. Trajano, imperador entre 98 a 117, decretou um ofício em que o cristianismo em si já constituía um crime, e todos que nele fossem encontrados deveriam ser julgados e punidos com a morte. Ofícios como este voltaram a ser decretados por outros imperadores, e bem como este davam força às religiões pagãs para tentarem destruir a igreja de Cristo.
Entretanto as igrejas permaneciam de pé e aumentando cada vez mais. Tertuliano, escreveu certa vez que: "o sangue dos cristãos era uma semente. Quanto mais matava mais crescia."
A perseguição teve seu lado positivo. Muitos por verem que os cristãos sofriam as atrocidades calados tiveram curiosidade de conhecer o movimento. Ao conhecerem diversos se convertiam ao Senhor. A perseguição ajudou a fortalecer a fé de muitos crentes. Ë certo que muitos se desviaram, mas os fiéis se tornaram ainda mais fiéis. Além do que, foi preciso formar um cânon do Novo Testamento, pelo qual, foi regida a igreja primitiva e tem sido regidas as verdadeiras igrejas de Jesus até o presente.
Estas igrejas eram na sua maioria igrejas fiéis. Sempre houve as erradas. Desde o tempo apostólico as heresias entraram e permaneceram em algumas igrejas de Cristo. Infelizmente as heresias cresceram de tal forma que por causa delas houve no terceiro século uma grande desfraternização das igrejas cristãs.
ESTUDO: ORIGEM DAS IGREJAS CRISTÃS
CAPÍTULO II
A GRANDE DESFRATERNIZAÇÃO DAS IGREJAS CRISTÃS
O terceiro século é marcado por um acontecimento muito importante na história das igrejas de Cristo. Mais exatamente no período que vai desde o ano de 225 até o ano de 253. Neste tempo houve uma declaração de desfraternização entre as igrejas por motivos doutrinários e organizacional.
Eram tempos difíceis. Apesar das conversões acontecerem em grande número as igrejas sofriam externa e internamente. Externa devido as perseguições já mencionadas. Internamente porque as igrejas estavam sendo corrompidas por dois erros absurdos totalmente antibíblicos. Um deles chegava ao ponto de substituir a salvação pela graça. O outro tirava a chefia de Cristo sobre sua própria igreja.
OS DOIS ERROS QUE DIVIDIRIAM AS IGREJAS ENTRE 225 a 253 A.D.
O Batismo Como Meio de Salvação
Desde os primórdios da igreja sempre foi um problema a questão de como o homem poderia alcançar o céu. O ensinamento de Jesus e posteriormente dos apóstolos eram unanimes: "Pela graça somos salvos". O Novo Testamento nunca deixou dúvidas sobre este assunto. Mesmo nas igrejas primitivas esse foi um problema sério. O primeiro concílio das igrejas em Jerusalém foi realizado justamente para resolve-lo. O próprio apóstolo Pedro, vendo que havia contenda sobre o assunto, deixou claro que: "cremos que seremos salvos pela graça". Portanto, o ensinamento bíblico sobre a questão é que o único meio de se chegar ao céu é por Jesus, pela graça, e, usando como meio de alcançá-la, a nossa fé.
Não contentes com esse princípio, e querendo fazer uma mudança não autorizada nas escrituras, muitos pastores começaram a ensinar que a salvação não era apenas pela graça. Implantaram um novo meio de salvação: O batismo. Pensavam: "A Bíblia tem muito a dizer em relação ao batismo. Muita ênfase é colocada na ordenança e no dever concernente a ela. Evidentemente ela deve ter algo a ver com a salvação". Dessa forma criou corpo a idéia de REGENERACÃO BATISMAL, ou seja, o indivíduo precisa ser batizado para ir ao céu. Colocou-se a água do batismo no lugar do sangue de Jesus. Esse erro é pai de um futuro que ainda demoraria a aparecer: O batismo infantil.
Formação de Uma Hierarquia Temporal
Hierarquia Dentro das Igrejas
Além desse grave erro houve um outro. Foi o surgimento dentro das igrejas de uma hierarquia temporal. Um erro que fere a autoridade única do Senhor Jesus Cristo sobre sua igreja. Nenhum dos apóstolos, jamais, em versículo algum do Novo Testamento, quis a primazia entre os outros na igreja primitiva. Não vemos na Bíblia homens como Pedro, Paulo, ou qualquer outro apóstolo subjugar seus irmãos na fé, ou ainda requerer deles uma cega sujeição. Eles se consideram homens comuns, sujeitos aos desejos da carne e com possibilidade de queda (At l0,15-16; Rom 7,24;).
Mas alguns pastores não entendiam dessa forma. Viam no cristianismo um meio de alcançar a primazia entre seus semelhantes. Muitos começaram a se desviar do ensinamento de que todos os membros são iguais dentro da igreja. O pastor começou a exercer um papel de "chefão". Alguns historiadores relatam esse erro da seguinte forma:
O pastor de Hermas ( cerca de 150 A.D.)
‘Mestres dignos não faltam, mas há também tantos falsos profetas, vãos, cúpidos (desejosos) pelas primeiras sés, para os quais a maior coisa na vida não é a prática da piedade e da justiça senão a luta para o posto de comando."
O Historiador Mosheim:
"Os pastores aspiravam agora a maiores graus de poder e autoridade do que possuíam antes. Não só violavam os direitos do povo como fizeram um arrocho gradual dos privilégios dos presbíteros..."
Os membros já não eram considerados irmãos, mas súditos do "bispo". Comandavam a igreja como se comanda um exército. João cita o exemplo de um crente chamado Diotrefes. O apóstolo deixa claro que esse homem "buscava a primazia entre eles", referindo-se é claro aos irmãos na fé. Diotrefes tornou-se tão audacioso, que, quando João escrevia para a igreja ele impedia que os irmãos lessem a carta. Esse é só um simples exemplo do que acontecia já no tempo dos apóstolos. Pedro ao comentar o assunto diz que o pastor é o servo e não o senhor da igreja (I Pedro 5,1-4). Aliás, a palavra por ele usada é muito clara: "Não como tendo domínio sobre a herança de Deus". O pastor jamais deve ser o chefe da igreja, mas o servo que irá conduzir o rebanho.
Essa terrível idéia de um bispo monárquico governar os demais pastores teve início na pessoa de Clemente ( 95 A.D.), pastor da igreja em Roma. Foi ele o primeiro a buscar a primazia entre os demais. Chegou a envolver-se num problema que não lhe pertencia por direito, querendo mandar numa igreja a qual não pastoreava, que foi a igreja de Corinto. Depois dele foi Inácio, bispo de Antioquia na Síria, que viveu entre o I século. - II século. Ele exorta todos os cristãos a obedecerem o bispo monárquico e aos presbíteros (20,2). Chegou a comparar a obediência ao bispo monárquico com as cordas de uma harpa. Ele é o primeiro a contrastar o ofício do bispo ao do presbítero e a subordinar os presbíteros ou anciãos ao bispo monárquico e os membros das igrejas a ambos. Mas deve-se a Cipriano, bispo de Cartago (morto em 258), que foi um dos principais autores desta mudança de governo da igreja, pois pugnou pelo poder dos bispos com mais zelo e veemência do que jamais fora empregada nessa causa.
Como se pode observar não foi uma lei feita do dia para a noite. Foi uma heresia que aos poucos penetrava dentro das igrejas, a saber, nas igrejas maiores dos grandes centros.
Hierarquia Entre as Igrejas
Esse erro veio a favorecer a outro de tamanha maldade. Foi o erro de uma igreja ter autoridade sobre outra igreja. A Bíblia ensina que a igreja deve ser independente ou seja: a igreja de Antioquia não tinha autoridade sobre a igreja de Éfeso. A igreja de Éfeso não tinha autoridade sobre a igreja de Laodicéia, e assim por diante. No livro de apocalipse, quando Cristo conversa com as sete igrejas da Ásia, ele trata cada uma individualmente. Cada uma tem seu próprio anjo (pastor), e nenhuma será recompensada ou corrigida pelo erro da sua co-irmã.
Acontece que os pastores de muitas igrejas não viam as coisas como Deus ensinou. Viam a sua ganância acima da vontade de Deus. Os pastores das grandes igrejas como a de Roma, Alexandria, Antioquia, e muitas outras, iniciaram um processo de subjugar as igrejas menores. Eram tempos difíceis. O imperador perseguia a igreja. Junto com as perseguições vinha a fome. Com isso as igrejas maiores engrandeciam-se, e numa falsa humildade, ajudavam as menores. Foi assim que principalmente Roma passou a gozar de uma distinção especial. Essa ajuda tinha um preço muito alto: A submissão de muitas igrejas menores. A igreja co-irmã deixava de ser uma igual para tornar-se vassala.
Na luta para ver qual igreja ia ser a maior entre as igrejas erradas, prevaleceu a igreja de Roma, mas é claro, sem o consentimento dos grandes bispos monárquicos, iniciando-se assim uma luta interna entre as igrejas heréticas. Esse assunto será tratado mais cuidadosamente na origem da igreja Católica.
A DIVISÃO DAS IGREJAS TORNA-SE INEVITÁVEL
As Igrejas Erradas Recusam-se a Voltar as Origens
Apesar destes dois erros terem invadido as igrejas de Cristo, houve muitas, senão a maioria, que não admitiam os tais. Houve tentativas no sentido de trazer as igrejas desviadas de volta ao verdadeiro costume bíblico. Entretanto o poder político das igrejas fiéis era quase nada. A maioria destas igrejas eram pequenas congregações, e seus pastores, homens simples com o único objetivo de fazer a vontade de Deus. Alguns não eram tão simples assim, como o pastor Montano, que veementemente pregou em toda a Ásia contra essas heresias (160 d.C.) e Tertuliano (a partir de 202 d.C.) no ocidente. Este último chegou mesmo a desafiar várias vezes os pastores heréticos, principalmente o de Roma, a voltar a obedecer as escrituras.
As Igrejas Fiéis Resolvem Tomar Uma Atitude
O fato é que as igrejas erradas ou heréticas não voltaram a obedecer a Bíblia. Pior. Conforme os anos passavam mais erradas elas se tornaram. O assunto chegou a um ponto que as igrejas certas deixaram de aceitar os membros vindos das igrejas heréticas. Essa não aceitação, que a luz das escrituras é recomendada - pois se alguém crê que o batismo salva deixa de acreditar que só Jesus salva - foi acrescida com o rebatismo dos membros vindos das igrejas desobedientes. Daí ter surgido o apelido "anabatista" para os seguidores de Montano e principalmente para as igrejas da Ásia Menor.
A Exclusão das Igrejas Erradas é o Único Caminho
O rebatismo dos membros vindos das igrejas erradas acabou se tornando o objeto da divisão da cristandade. As igrejas erradas por serem grandes, mais famosas e politicamente mais aceitas, não aceitaram passivamente a atitude das igrejas que rebatizavam seus membros. Iniciou-se grandes controvérsias a respeito do assunto. Realizaram muitos concílios para tentar resolver a situação. Dois deles se deram em Cartago em 225, um composto de 18 e o outro de 71 pastores, em ambas as assembléias ficou decidido que o batismo dos heréticos - que pregavam a salvação pelo batismo e iniciavam o sistema hierárquico católico - não devia ser considerado como válido. Os historiadores McClintock e Strong comentam como se deu essa desfraternização: V.I pg 210.
"Na Ásia Menor e na África, onde por muito tempo rugiu amargamente o espírito da controvérsia, o batismo só foi considerado válido quando administrado na igreja correta. Tão alto foram as disputas sobre a questão, que dois sínodos se convocaram para investigá-la. Um em Icônio e outro em Sínada da Frígia, os quais confirmaram a opinião da invalidade do batismo herético. Da Ásia passou a questão à África do Norte. Tertuliano concordou com a decisão dos concílios asiáticos em oposição à prática da igreja Romana. Agripino convocou um concílio em Cartago, o qual chegou a uma decisão semelhante aos da Ásia. Assim ficou a matéria até Estevão, bispo de Roma, no ano de 253, provocado pela ambição, que procedeu em excomungar os bispos da Ásia Menor, Capadócia, Galácia e Cilícia, aplicando-lhes os epítetos de rebatizadores e anabatistas".
Fica evidente que entre as igrejas erradas estava a de Roma. Sendo assim ela foi excluída no ano de 225 juntamente com as outras igrejas heréticas. A atitude do bispo romano de excluir os pastores da Ásia mostra a que ponto estava sua vontade de assenhorar-se do rebanho de Deus. Mas sua atitude de nada valeria, pois, um membro excluído não pode excluir ninguém. Outro historiador, Neander, V.I pg 318, tem o seguinte relato sobre estes acontecimentos:
"Mas aqui, outra vez foi um bispo romano, Estevão, que instigado pelo espírito de arrogância eclesiástica, dominação e zelo, sem conhecimento, ligou a este ponto (salvação pelo batismo), uma importância dominante. Daí, para o fim do ano de 253, lavrou uma sentença de excomunhão contra os bispos da Ásia Menor, Capadócia, Galácia e Cilícia, estigmatando-os como anabatistas, um nome, contudo, que eles podiam afirmar que não mereciam por seus princípios: porque não era o seu desejo administrar um segundo batismo aqueles que tinham sido batizados, mas disputavam que o prévio batismo dado por hereges não podia ser reconhecido como verdadeiro. Isto induziu Cipriano, o bispo a propor o ponto para a discussão em dois sínodos reunidos em Cartago em 225 A.D. um composto de 18, outro de 71 pastores, ambas as assembléias declarando-se a favor das idéias de que o batismo de heréticos não devia ser considerado como válido".
Num resumo simples destes dois relatos verifica-se que, no ano de 225 A.D., as igrejas reúnem-se em concílios e decide a exclusão das igrejas que administravam o batismo como forma de salvação, que eram, justamente, as igrejas que admitiam um bispo monárquico sobre as igrejas. Entre as igrejas erradas estão as de Roma, Antioquia, Cartago e muitas outras. Entre as igrejas fiéis estão uma muito conhecida pelos estudantes da Bíblia, a igreja de Éfeso.
O RESULTADO DA DESFRATERNIZAÇÃO DOS CRISTÃOS
A partir desta data, 253 d.C. as igrejas de Cristo se dividiram em dois grandes blocos. Os anabatistas, assim chamados por não aceitarem o batismo das igrejas erradas, e os católicos, nome dado as igrejas heréticas desde o ano de l70 por Inácio, pastor de Antioquia. O futuro destes dois grupos deu razão aos fiéis o fato de terem excluído os demais. Com o passar do tempo as igrejas erradas, como veremos, multiplicou ainda mais suas heresias. Enquanto isso, vivendo conforme as escrituras, os cristãos anabatistas lutavam para sobreviver e manter de pé as chamas do evangelho.